02 março 2010

METRO DE SAO PAULO ASSUME SER DE TERCEIRO MUNDO

Aí liguei para o telefone do METRO-SP reclamando de diversas coisas: * que não há placas com horário de funcionamento do metrô na entrada das estações, mas apenas acima das catracas, um cartazinho de 15 x 30 cm, provavelmente para a equipe da limpeza saber qual a hora que eles devem começar a trabalhar. Disse que quem usa o METRO precisa saber o horário ao ENTRAR na estação, e não quando está lá dentro. É como se o horário de funcionamento da padaria fosse na máquina de café. Se vc está dentro da padaria, é óbvio que ela está funcionando... * também reclamei da comunicação visual só em português. Então o METRO fez um ADESIVO em 4 línguas com o seguinte texto: "em caso de auxílio, procure um funcionário" - esqueceram de informar como vão distinguir um funcionário, onde achá-lo, visto que, nesta foto, ESTAÇÃO BARRA FUNDA, uma das mais importantes de São Paulo, numa 6a feira, dia 18 de dezembro de 2009, quase 10h da manhã. CADÊ O FUNCIONÁRIO? * Fui carregar meu bilhete único no dia 1. de março agora, na mesma estação BARRA FUNDA. Novamente 10h da manhã. A LOTÉRICA não oferece mais o serviço, informa que está "sem sistema". Sobra o posto com 4 guichês para recarga. Apenas dois funcionários trabalhando. Ao lado, uma máquina de carregamento automática, basta inserir o dinheiro e encostar o cartão. Descubro que está desligada. Depois de 30 minutos na fila com cerca de 60 pessoas, pergunto desde quando a máquina não funciona. A funcionária diz que já está há mais de 6 meses trabalhando naquele posto e que NUNCA VIU ELA FUNCIONANDO. Ao final da conversa telefônica com a funcionária do METRÔ, responsável pelo sistema de comunicação visual da empresa, ela me responde, laconicamente: "sabe como é, somos ainda terceiro mundo, estamos engatinhando...." AI MEU DEUS!!! A Copa do Mundo está próxima, depois as Olimpíadas, e vamos dizer aos gringos: sabe como é... somos um país de terceiro mundo... Ò DÓ!!!
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21 janeiro 2010

E isso é pra ser bolsa, ou cassino?

*Uma questão de milésimos*


* *

A bolsa de valores brasileira está próxima de se tornar um pregão de alta velocidade -- onde cinco operações de compra ou venda são feitas num piscar de olhos

Por Eduardo Salgado

No começo de 2010, a bolsa de valores brasileira deve entrar para o grupo dos pregões mais velozes do mundo. Assim que a Comissão de Valores Mobiliários, o órgão que faz o papel de xerife do mercado de capitais, der sua aprovação, gestores de recursos poderão colocar seus servidores a poucos metros do computador central da bolsa que processa os pedidos de compra e venda. Com isso, terão condições de fazer negócios em prazos de 10 milésimos de segundo -- será possível fechar cinco operações num período de tempo equivalente a um piscar de olhos. Hoje, os gestores de fundos conhecidos como "de alta frequência" colocam seus servidores dentro de corretoras e, na melhor das hipóteses, fazem uma operação em cerca de 40 milésimos de segundo. "As maiores bolsas do mundo já alugam um espaço próximo ao seu computador porque há muitos investidores interessados em lucrar com minúsculas diferenças de preço. Chegar antes vale dinheiro", diz Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa.

Essa alucinada corrida contra o tempo diz muito sobre o funcionamento do mercado financeiro -- no mundo e, cada vez mais, no Brasil. Nele, o conceito de velocidade vem sendo sistematicamente redefinido. Para fazer um bom negócio é preciso fazê-lo antes de qualquer outro. Esperar por algumas dezenas de milésimos de segundo para concluir uma transação é esperar uma eternidade para algumas categorias de investidores. O principal motivo dessa mudança foi o crescimento dos fundos que usam softwares para analisar a trajetória de ações, títulos e moedas e que disparam automaticamente ordens de compra e venda. A lógica da maioria deles é completamente diferente da do investidor comum. Eles não querem comprar uma ação e ficar com ela por meses ou anos. A estratégia dos aplicadores de alta frequência é aproveitar distorções momentâneas de preço de papéis e índices para comprá-los quando estão baratos e vendê-los com lucro. Isso tudo num ritmo tresloucado, várias vezes por dia.

Com poder de análise e velocidade sobre-humana, as máquinas brigam entre si para ver qual consegue identificar uma oportunidade de ganho mais rapidamente. Mas o que tudo isso significa para o investidor comum? Para quem aplica em ações pensando no longo prazo, os efeitos são positivos.
Diz Daniel Mendonça de Barros, sócio na corretora Link, de São Paulo:
"Como compram e vendem continuamente, esses fundos dão mais liquidez ao mercado -- há compradores e vendedores para as ações mesmo em momentos de grande nervosismo nos pregões". Para os investidores que operam várias vezes ao dia -- os day traders, na expressão em inglês usada no Brasil --, as consequências são diferentes. Como tanto eles quanto os gestores de alta frequência buscam a mesma coisa -- aproveitar distorções momentâneas no preço das ações --, os day traders se tornam competidores da segunda divisão quando confrontados com o novo aparato tecnológico. "Um ser humano com a mesma estratégia de um software vai perder sempre. É o arco e flecha contra a metralhadora", diz Raphael Juan, executivo responsável por produtos da CMA, uma das líderes em softwares de negociação eletrônica no mercado financeiro brasileiro.

Nos Estados Unidos e na Europa, as novas armas de fogo do mercado financeiro são motivo de polêmica. Para alguns políticos britânicos, os softwares teriam subvertido a lógica do mercado de capitais ao transformar os pregões em videogame. Na visão desses críticos, os investidores de bolsa deveriam cumprir apenas o papel de provedores de capital para as empresas. Na mão contrária, os defensores dos softwares argumentam que eles são importantes porque, como exploram as distorções do mercado, tendem a diminuir a volatilidade dos pregões. Se uma ação está caindo demais sem justificativa, eles compram -- prática que muitas vezes suaviza as quedas. Outra questão levantada contra os gestores de alta frequência é a da competição desleal. Nos Estados Unidos, parte deles paga uma tarifa para ter acesso antecipado às ordens de compra e venda de outros investidores -- o que permite ajustar as estratégias de acordo com o mercado. Os executivos da BM&F Bovespa dizem que aqui essa prática é proibida e que não haverá privilégio.

No Brasil, o segmento dos fundos com softwares ainda é incipiente -- estima-se que não chegue a duas dezenas. Na bolsa de futuros, em que desde junho é possível alugar um espaço ao lado do computador central e fazer operações em 10 milésimos de segundo, os investidores de alta frequência respondem por 6% do volume diário. Nos Estados Unidos, o percentual é superior a 50%. Na Europa, é 35%. "A entrada da bolsa de valores brasileira no clube da alta velocidade deve tornar o mercado local mais parecido com o americano e o europeu", diz Cícero Vieira, diretor de operações e de tecnologia da informação da BM&F Bovespa. A expectativa é que, em três anos, os investidores de alta frequência respondam por 30% do mercado local. Para quem estiver interessado em operar com uma metralhadora nas mãos, um aviso: o desenvolvimento de um software competitivo custa mais de 2 milhões de reais. E economizar nesse quesito pode ser mortal. "Não adianta disputar uma prova de Fórmula 1 num Chevette", diz Marcos Duarte, sócio da gestora Polo Capital, do Rio de Janeiro.

17 janeiro 2010

O maior Cristo do Mundo!!!!!!

Seguindo a tradição brasileira de sempre inventar algo "maior do mundo", Sertãozinho (SP) tenta erguer o maior Cristo do mundo sobre um pedestal. Acontece que o Cristo é vazado e não há empresa que tenha um orçamento suficientemente praticável para subir o Cristo no pedestal. Enquanto isso, ele se esconde no meio do mato do único morrinho da cidade. Parece hilário, mas não é... Mesmo nesse estado terminal, já há um movimento de turistas da região numa média de 3000 pessoas ao mês visitando o Cristo no meio do mato, num terreno com duas placas de "proibido a entrada" guardado por um segurança que virou guia turístico. Só mesmo no Brasíu zíu zíu zíu...
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30 outubro 2009

Bobagens para espairecer...

bobagens em formato de ai-cai

As naves construídas pelos irmãos Neves
atingem vários níveis
Noves fora, restam nuvens

23 outubro 2009

texto inconcluso

tá na hora da Royal Canin melhorar e concluir o texto.

referente a:

"Introduzir um gato a mais na casa"
- As necessidades do seu gato - Royal Canin (ver no Google Sidewiki)

São Google


São Google já salvou vidas, fez pessoas se encontrar, resolveu graves problemas. Está na hora de canonizar o Google. CAMPANHA DE CANONIZAÇÃO DO SÃO GOOGLE, o Santo das Soluções Imediatas

referente a:

"botão"
- Google Sidewiki (ver no Google Sidewiki)

20 outubro 2009

Arquitetura e Carnaval





Repare só: A arquitetura americana é igual ao carnaval carioca, o elemento, sozinho, não tem graça nenhuma, mas no conjunto, é uma beleza sem tamanho...

30 setembro 2009

EUA - post 7


Nada melhor recuperar-se de uma gripe (que agora avança sobre meu irmão) escrevendo bobagens para o blog. Ou não. Na foto, fazemos o que os americanos sabem fazer de melhor: comer. Rest chines. Todos eles, seja café, restaurante, pizzaria já te atendem com um copo de água entupido de gelo. Não precisa nem pedir. Vem de qualquer jeito. 15% de gorjeta é o comum. 20% o incomum. 10% inexistente. Repare na mesa ao fundo. A senhora (que creio ser a mãe do menino) tem tão pouca visão que usa uma lente de aumento para ler o cardápio. O moleque não parava de falar. Falava de tudo: o melhor representante dos futuros NERDs. Sem preconceitos.
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EUA - post 6 - o Vice Presidente e o Bucolismo (não confundir com Bulimia)


apenas pra provar o óbvio: é bucólico sim. O mesmo parque de Greenbelt, não de Maryland. Greenbelt é em Maryland, mas o parque de Maryland é maior. Não o conheço, mas creio que deve ser maior em tudo, até no bucolismo. Ontem estive em Washington. Vi o vice-presidente chegando pela pista oposta da avenida que estava. Se o vice tem uns dois minutos de luzinha piscando e limusines passando, imagine o presidente.
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26 setembro 2009

EUA - post 4






Dentro de Greenbelt tem um lago. Em volta do lago, um parque. Muitos moram dentro do parque. Muitos enterram as cinzas de seus entes queridos em volta do parque, preferencialmente debaixo de uma árvore. Muitas casas tem um monte de coisas em volta (uma destas casas está no post mais abaixo). Quase nenhuma tem cercas. Mas tem um montão de esquilos passeando pelo lugar. Minha mãe adorou. Eu senti falta de um link de wi-fi. E de gente. Era 6a. feira por volta do almoço. No parque inteiro não contamos mais que 20 pessoas. E era um dia quente.

EUA - post 3





Diversidade: uma 5a feira comum na Universidade de Maryland. Numa das salas um encontro de muçulmanos. Umas poucas de burka, quase todas de lenço na cabeça (desculpe, esqueci o nome desse lenço), os homens vestidos elegantemente, tenis no pé é raridade. Na sala ao lado, encontro mensal dos latinos e simpatizantes. Sala repleta de rostos indígenas, extremamente moleques e alegres. Tudo isso acontecendo no Centro Acadêmico Central da Universidade. Tem ainda uma sala de recreação com mais de 10 mesas de sinuca, várias máquinas de flipper, 8 pistas de boliche, pinguepongue etc.

Saio do Centro Acadêmico. A 50 m de distência para cada lado, temos "Air Force Central Something" (não lembro o nome certo). De repente a porta abre. Saem uns 20 garotos e garotas misturados, organizados em ordem de tamanho, punhos cerrados, e 3 comandantes vestidos como um pé de cactus no deserto. Gritam alto para que os recrutas respondam altos. Ao lado, 8 quadras de tenis repletas de estudantes que ignoram os gritos de ordem dos colegas. Não há sorrisos nestes recrutas. Olham ríspidamente para frente e chega a ser alegremente ridículo todo o teatro. Mas é levado extremamente a sério, num país formado por patriotas, onde há várias casas com bandeiras americanas penduradas em mastros na entrada. Carros tem adesivos "my son is a Navy" ou "my son is in the Army"... etc.

A "Air Force Central número dois" do outro lado, que havia comentado acima, tinha mais gente. Uns 40 membros, que já estavam perfilados quando fui procurar um telefone público. Engraçado que os recrutas não tem uniforme. A ordem unida é feita com terno ou roupas de festa. Tem muita mulher no meio, elas sempre de calça, óbvio. Muitas perguntas são feitas aos recritas que toda vez esticam seus punhos fechados para o alto para pedir permissão para responder. Impressionante o desejo de receber e cumprir ordens.

Enquanto isso os muçulmanos festejam, os latinos paqueram, os esportistas jogam tenis, e minha mãe se surpreende com a salada de sabores que não se misturam.

EUA x Brasil @ Tom Jobim

 
Se Tom Jobim realmente disse tal frase, ele estava certo: "Estados Unidos é bom, mas é uma merda. Já o Brasil é uma merda, mas é bom."
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25 setembro 2009

EUA - post 2

Supermercado em Greenbelt, Washington.

EUA - post 1

CENA 1 - AVIÃO - NOITE
Passageiro:
- por favor, tem um jornal de hoje?
Aeromoça:
- Excuse me? What?

(conclusão: nos aviões do Brasil, aeromoça fala português com brasileiro e inglês com americano. Brasileiro fala português com a aeromoça e americano fala inglês com a aeromoça. Nos aviões americanos, aeromoça fala inglês com quem tiver na frente dela e só entende inglês e fim de papo.)
PS - onde se lê "aeromoça", leia-se o políticamente correto "comissária(o) de bordo".

CENA 2 - AVIÃO - NOITE
Passageiro decide ver um filme no seu monitor de TV instalado no verso da poltrona a sua frente. Vários filmes, todos americanos, mas uns dublados em português, outros em espanhol. Não há outros filmes. A indústria de cinema mundial resume-se a Hollywood.

15 setembro 2009

amanhã 4a feira dia 16 de setembro - dzimšanas diena com VIRADA RUSSA

Colegas, eu como filho de letonianos, informo que amanhã será meu
dzimšanas diena. Sabendo que tudo nesta cidade converge, chamo os amigos
para tomar um café no Centro Cultural Banco do Brasil, amanhã, 4a feira,
a partir das 17h. O lugar fecha às 20h, portanto, não se atrase.

Estarei muito feliz com a sua presença.