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21 Janeiro 2010

E isso é pra ser bolsa, ou cassino?

*Uma questão de milésimos*


* *

A bolsa de valores brasileira está próxima de se tornar um pregão de
alta velocidade -- onde cinco operações de compra ou venda são feitas
num piscar de olhos

Por Eduardo Salgado

No começo de 2010, a bolsa de valores brasileira deve entrar para o
grupo dos pregões mais velozes do mundo. Assim que a Comissão de Valores
Mobiliários, o órgão que faz o papel de xerife do mercado de capitais,
der sua aprovação, gestores de recursos poderão colocar seus servidores
a poucos metros do computador central da bolsa que processa os pedidos
de compra e venda. Com isso, terão condições de fazer negócios em prazos
de 10 milésimos de segundo -- será possível fechar cinco operações num
período de tempo equivalente a um piscar de olhos. Hoje, os gestores de
fundos conhecidos como "de alta frequência" colocam seus servidores
dentro de corretoras e, na melhor das hipóteses, fazem uma operação em
cerca de 40 milésimos de segundo. "As maiores bolsas do mundo já alugam
um espaço próximo ao seu computador porque há muitos investidores
interessados em lucrar com minúsculas diferenças de preço. Chegar antes
vale dinheiro", diz Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa.

Essa alucinada corrida contra o tempo diz muito sobre o funcionamento do
mercado financeiro -- no mundo e, cada vez mais, no Brasil. Nele, o
conceito de velocidade vem sendo sistematicamente redefinido. Para fazer
um bom negócio é preciso fazê-lo antes de qualquer outro. Esperar por
algumas dezenas de milésimos de segundo para concluir uma transação é
esperar uma eternidade para algumas categorias de investidores. O
principal motivo dessa mudança foi o crescimento dos fundos que usam
softwares para analisar a trajetória de ações, títulos e moedas e que
disparam automaticamente ordens de compra e venda. A lógica da maioria
deles é completamente diferente da do investidor comum. Eles não querem
comprar uma ação e ficar com ela por meses ou anos. A estratégia dos
aplicadores de alta frequência é aproveitar distorções momentâneas de
preço de papéis e índices para comprá-los quando estão baratos e
vendê-los com lucro. Isso tudo num ritmo tresloucado, várias vezes por dia.

Com poder de análise e velocidade sobre-humana, as máquinas brigam entre
si para ver qual consegue identificar uma oportunidade de ganho mais
rapidamente. Mas o que tudo isso significa para o investidor comum? Para
quem aplica em ações pensando no longo prazo, os efeitos são positivos.
Diz Daniel Mendonça de Barros, sócio na corretora Link, de São Paulo:
"Como compram e vendem continuamente, esses fundos dão mais liquidez ao
mercado -- há compradores e vendedores para as ações mesmo em momentos
de grande nervosismo nos pregões". Para os investidores que operam
várias vezes ao dia -- os day traders, na expressão em inglês usada no
Brasil --, as consequências são diferentes. Como tanto eles quanto os
gestores de alta frequência buscam a mesma coisa -- aproveitar
distorções momentâneas no preço das ações --, os day traders se tornam
competidores da segunda divisão quando confrontados com o novo aparato
tecnológico. "Um ser humano com a mesma estratégia de um software vai
perder sempre. É o arco e flecha contra a metralhadora", diz Raphael
Juan, executivo responsável por produtos da CMA, uma das líderes em
softwares de negociação eletrônica no mercado financeiro brasileiro.

Nos Estados Unidos e na Europa, as novas armas de fogo do mercado
financeiro são motivo de polêmica. Para alguns políticos britânicos, os
softwares teriam subvertido a lógica do mercado de capitais ao
transformar os pregões em videogame. Na visão desses críticos, os
investidores de bolsa deveriam cumprir apenas o papel de provedores de
capital para as empresas. Na mão contrária, os defensores dos softwares
argumentam que eles são importantes porque, como exploram as distorções
do mercado, tendem a diminuir a volatilidade dos pregões. Se uma ação
está caindo demais sem justificativa, eles compram -- prática que muitas
vezes suaviza as quedas. Outra questão levantada contra os gestores de
alta frequência é a da competição desleal. Nos Estados Unidos, parte
deles paga uma tarifa para ter acesso antecipado às ordens de compra e
venda de outros investidores -- o que permite ajustar as estratégias de
acordo com o mercado. Os executivos da BM&F Bovespa dizem que aqui essa
prática é proibida e que não haverá privilégio.

No Brasil, o segmento dos fundos com softwares ainda é incipiente --
estima-se que não chegue a duas dezenas. Na bolsa de futuros, em que
desde junho é possível alugar um espaço ao lado do computador central e
fazer operações em 10 milésimos de segundo, os investidores de alta
frequência respondem por 6% do volume diário. Nos Estados Unidos, o
percentual é superior a 50%. Na Europa, é 35%. "A entrada da bolsa de
valores brasileira no clube da alta velocidade deve tornar o mercado
local mais parecido com o americano e o europeu", diz Cícero Vieira,
diretor de operações e de tecnologia da informação da BM&F Bovespa. A
expectativa é que, em três anos, os investidores de alta frequência
respondam por 30% do mercado local. Para quem estiver interessado em
operar com uma metralhadora nas mãos, um aviso: o desenvolvimento de um
software competitivo custa mais de 2 milhões de reais. E economizar
nesse quesito pode ser mortal. "Não adianta disputar uma prova de
Fórmula 1 num Chevette", diz Marcos Duarte, sócio da gestora Polo
Capital, do Rio de Janeiro.

17 Janeiro 2010

O maior Cristo do Mundo!!!!!!

Seguindo a tradição brasileira de sempre inventar algo "maior do mundo", Sertãozinho (SP) tenta erguer o maior Cristo do mundo sobre um pedestal. Acontece que o Cristo é vazado e não há empresa que tenha um orçamento suficientemente praticável para subir o Cristo no pedestal. Enquanto isso, ele se esconde no meio do mato do único morrinho da cidade. Parece hilário, mas não é... Mesmo nesse estado terminal, já há um movimento de turistas da região numa média de 3000 pessoas ao mês visitando o Cristo no meio do mato, num terreno com duas placas de "proibido a entrada" guardado por um segurança que virou guia turístico. Só mesmo no Brasíu zíu zíu zíu...

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16 Janeiro 2010

HOJE, SÓ AMANHÃ...

Esse post sempre acaba voltando pra cima uma hora ou outra...

Minha mãe já incorporou essa nova frase, quando a chamamos para sair:
"Me inclua fora dessa" - ela adora falar isso pra gente...

Passava pelas profissionais da Rua Augusta, e uma disse à sua colega:
"agora ninguém mais sabe pra onde vai. Tá todo mundo indo..."

Tem, mas acabou.

Eu sei, mas não me lembro.
Vou te contar prá você.
Do que tem não falta nada.
====================
[contrib Gonçalo Mello] "Ninguém dá o que não tem"
"Igual a que nem que eu, não é não?" (dez.2007)
====================
[colegas do CEBB durante retiro budista em Camburi - Out/2007]
"Eu devo ser o cara mais ignorante que eu conheço"
"Não sei o que não posso saber"
"Só dói aquilo que provoca dor"
====================
[contribuição Ruth Albuquerque - março 2008]
"Eu acho que eu não sei"
+++++++++++
[mais uma contribuição sei lá de quem]
"tenho quase certeza que eu acho que pode ser verdade"
======================
Mais uma, de quebrar o queixo...
"-Faz pizza de 3 sabores? - Sim, faz. - Então, vê metade muzzarela, outra metade calabreza e a outra metade de palmito."
========================
Contribuição dos navegantes:
"Me liga prá mim"
===========================
Anônimo (SS) enviou essa, um primor!
"Perai que não acabei de terminar."
[mais alguma...? clique em "coisas pra te dizer" abaixo e contribua]

30 Outubro 2009

Bobagens para espairecer...

bobagens em formato de ai-cai

As naves construídas pelos irmãos Neves
atingem vários níveis
Noves fora, restam nuvens

23 Outubro 2009

texto inconcluso

tá na hora da Royal Canin melhorar e concluir o texto.

referente a:

"Introduzir um gato a mais na casa"
- As necessidades do seu gato - Royal Canin (ver no Google Sidewiki)

São Google


São Google já salvou vidas, fez pessoas se encontrar, resolveu graves problemas. Está na hora de canonizar o Google. CAMPANHA DE CANONIZAÇÃO DO SÃO GOOGLE, o Santo das Soluções Imediatas

referente a:

"botão"
- Google Sidewiki (ver no Google Sidewiki)

20 Outubro 2009

Arquitetura e Carnaval





Repare só: A arquitetura americana é igual ao carnaval carioca, o elemento, sozinho, não tem graça nenhuma, mas no conjunto, é uma beleza sem tamanho...

30 Setembro 2009

EUA - post 7


Nada melhor recuperar-se de uma gripe (que agora avança sobre meu irmão) escrevendo bobagens para o blog. Ou não. Na foto, fazemos o que os americanos sabem fazer de melhor: comer. Rest chines. Todos eles, seja café, restaurante, pizzaria já te atendem com um copo de água entupido de gelo. Não precisa nem pedir. Vem de qualquer jeito. 15% de gorjeta é o comum. 20% o incomum. 10% inexistente. Repare na mesa ao fundo. A senhora (que creio ser a mãe do menino) tem tão pouca visão que usa uma lente de aumento para ler o cardápio. O moleque não parava de falar. Falava de tudo: o melhor representante dos futuros NERDs. Sem preconceitos.

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EUA - post 6 - o Vice Presidente e o Bucolismo (não confundir com Bulimia)


apenas pra provar o óbvio: é bucólico sim. O mesmo parque de Greenbelt, não de Maryland. Greenbelt é em Maryland, mas o parque de Maryland é maior. Não o conheço, mas creio que deve ser maior em tudo, até no bucolismo. Ontem estive em Washington. Vi o vice-presidente chegando pela pista oposta da avenida que estava. Se o vice tem uns dois minutos de luzinha piscando e limusines passando, imagine o presidente.

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26 Setembro 2009

EUA - post 4






Dentro de Greenbelt tem um lago. Em volta do lago, um parque. Muitos moram dentro do parque. Muitos enterram as cinzas de seus entes queridos em volta do parque, preferencialmente debaixo de uma árvore. Muitas casas tem um monte de coisas em volta (uma destas casas está no post mais abaixo). Quase nenhuma tem cercas. Mas tem um montão de esquilos passeando pelo lugar. Minha mãe adorou. Eu senti falta de um link de wi-fi. E de gente. Era 6a. feira por volta do almoço. No parque inteiro não contamos mais que 20 pessoas. E era um dia quente.

EUA - post 3





Diversidade: uma 5a feira comum na Universidade de Maryland. Numa das salas um encontro de muçulmanos. Umas poucas de burka, quase todas de lenço na cabeça (desculpe, esqueci o nome desse lenço), os homens vestidos elegantemente, tenis no pé é raridade. Na sala ao lado, encontro mensal dos latinos e simpatizantes. Sala repleta de rostos indígenas, extremamente moleques e alegres. Tudo isso acontecendo no Centro Acadêmico Central da Universidade. Tem ainda uma sala de recreação com mais de 10 mesas de sinuca, várias máquinas de flipper, 8 pistas de boliche, pinguepongue etc.

Saio do Centro Acadêmico. A 50 m de distência para cada lado, temos "Air Force Central Something" (não lembro o nome certo). De repente a porta abre. Saem uns 20 garotos e garotas misturados, organizados em ordem de tamanho, punhos cerrados, e 3 comandantes vestidos como um pé de cactus no deserto. Gritam alto para que os recrutas respondam altos. Ao lado, 8 quadras de tenis repletas de estudantes que ignoram os gritos de ordem dos colegas. Não há sorrisos nestes recrutas. Olham ríspidamente para frente e chega a ser alegremente ridículo todo o teatro. Mas é levado extremamente a sério, num país formado por patriotas, onde há várias casas com bandeiras americanas penduradas em mastros na entrada. Carros tem adesivos "my son is a Navy" ou "my son is in the Army"... etc.

A "Air Force Central número dois" do outro lado, que havia comentado acima, tinha mais gente. Uns 40 membros, que já estavam perfilados quando fui procurar um telefone público. Engraçado que os recrutas não tem uniforme. A ordem unida é feita com terno ou roupas de festa. Tem muita mulher no meio, elas sempre de calça, óbvio. Muitas perguntas são feitas aos recritas que toda vez esticam seus punhos fechados para o alto para pedir permissão para responder. Impressionante o desejo de receber e cumprir ordens.

Enquanto isso os muçulmanos festejam, os latinos paqueram, os esportistas jogam tenis, e minha mãe se surpreende com a salada de sabores que não se misturam.

EUA x Brasil @ Tom Jobim

 
Se Tom Jobim realmente disse tal frase, ele estava certo: "Estados Unidos é bom, mas é uma merda. Já o Brasil é uma merda, mas é bom."

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25 Setembro 2009

EUA - post 2

Supermercado em Greenbelt, Washington.

EUA - post 1

CENA 1 - AVIÃO - NOITE
Passageiro:
- por favor, tem um jornal de hoje?
Aeromoça:
- Excuse me? What?

(conclusão: nos aviões do Brasil, aeromoça fala português com brasileiro e inglês com americano. Brasileiro fala português com a aeromoça e americano fala inglês com a aeromoça. Nos aviões americanos, aeromoça fala inglês com quem tiver na frente dela e só entende inglês e fim de papo.)
PS - onde se lê "aeromoça", leia-se o políticamente correto "comissária(o) de bordo".

CENA 2 - AVIÃO - NOITE
Passageiro decide ver um filme no seu monitor de TV instalado no verso da poltrona a sua frente. Vários filmes, todos americanos, mas uns dublados em português, outros em espanhol. Não há outros filmes. A indústria de cinema mundial resume-se a Hollywood.

15 Setembro 2009

amanhã 4a feira dia 16 de setembro - dzimšanas diena com VIRADA RUSSA

Colegas, eu como filho de letonianos, informo que amanhã será meu
dzimšanas diena. Sabendo que tudo nesta cidade converge, chamo os amigos
para tomar um café no Centro Cultural Banco do Brasil, amanhã, 4a feira,
a partir das 17h. O lugar fecha às 20h, portanto, não se atrase.

Estarei muito feliz com a sua presença.

17 Agosto 2009

IBGE - 200 milhões de habitantes em 2014

Segundo IBGE, a população brasileira irá alcançar 200 milhões de habitantes já no primeiro semestre de 2014.
Excelente notícia, pois poderão reabilitar aquela musiquinha hiper-brega e reacionária porém oportuna, sem mudar muito a letra (e sem ter que pagar novos compositores!), embalando a Copa de 2014: [Sai a palavra noventa e entra duzentos - olha como fica bão!]
"Duzentos milhões em ação,
Pra frente Brasil
Salve a Seleção!"


Anauê!

09 Agosto 2009

As mulheres também buscam

Só pra não ser chamado de chauvinista, por apenas citar a busca dos homens no post abaixo, informo que mulheres também buscam, mas para isso não vão nem ao Kilt, nem ao Café Photo. Mas engravidam, pois além de mulheres são mães. E por tudo aquilo que homem nenhum consegue realizar (engravidar e gerar), mulheres se satisfazem daquele tal sentimento junto a seus(suas) filhos(as), aquele mesmo sentimento, que não cito, não vou citar nem nunca citei (e que também, nesse caso, pode ser puro ou negociado, a partir da frase de Roberto "somaterapia" Freire: "uma mãe, quando quer, pode ser mais destruidora do que uma bomba atômica.") - ninguém está seguro.

A Vida Secreta das Abelhas à Deriva = Separando Filmes


[clique nas fotos para mais informações]
Pensei em apagar o post mais abaixo depois que assisti a "A Vida Secreta das Abelhas", mas por uma questão apenas histórica e histérica, vou deixar. Curiosidade da Vida Secreta de Wetabax, decidi entrar em tudo que era porta artística aberta nesse findi, e acabei entrando nesse filme e prá fechar o dia (a tarde), na estréia de "Separação de Corpos" (nesse caso, uma peça de teatro). Depois de pensar nos 3 eventos (esses dois mais o do post abaixo), decidi jogar tudo num liquidificador e destilar o resultado em seguida.
Tanto AVSDA quanto ÀD (À Deriva) , têm como protagonistas centrais duas meninas de 14 anos. Ambas sofreram com visões existenciais, e ambos filmes se situam em passado recente (algo em torno de 1968-1978) - a diferença é que em AVSDA é bem mais cedo (aos 5 anos) que acontece a experiência dramática da protagonista, e é bem mais dolorosa. Falando em drama, ÀD perto de AVSDA parece filminho inocente de juventude sem causa ou sem calça, tanto faz. Mais: ÀD parece filme sem roteiro (um filme onde dois adolescentes se encontram sobre uma pedra de praia, olham o mar e ele vira pra ela e pergunta: "você vem sempre aqui?" só pode ser filme sem roteiro.)
Roteiro ou não, acho que qualquer família neo-moderna que vive entre ficar ou separar, ou que tem filhos entrando na adolescência, deveria pensar em ver ambos os filmes. Nesta ordem mesmo, primeiro o nacional (ÀD) e depois o americano (AVSDA). ET. Pode ser filme americano, mas sua diretora nada tem a ver com o mainstream dos blockbusters.
Não vou me alongar, hoje é dia dos pais, e nesses dois filmes, o pai é o herói/vilão das meninas fragilizadas. Aí, para encerrar, sugiro esta peça de teatro "Separação de Corpos", que estreou dia 8 de agosto no TUSP (Teatro da USP - R Maria Antonia 294), um monólogo escrito e atuado por Renata Mazzei. São 50 minutos de uma coreografia muito bem ensaiada entre caixas de mudança ou de ficança, onde cada objeto acidental/ocidental ganha força de armas orientais, onde cada gesto óbvio tenta ganhar valor como ritual ou cerimônia, e na verdade todo cerimonial acaba se provando como óbvio demais na estética milimétrica da atriz/personagem que domina todo cenário. O retalhamento dos objetos e das carnes em Separando Corpos seja talvez a melhor síntese que completa esse tríptico, e graças a Marx, ÀD e AVSDA são tese e antítese nessa dialética moderna que busca desesperadamente aquela coisa mais que batida, base de tudo desde sempre, desde antes desde depois, drama de todo indivíduo vivo, explicação da loucura universal, neurose coletiva resultante, aquilo, busca aquilo, onde foi que deixei mesmo...? cada um busca, ninguém acha, todos falam de, todos querem, tudo surgiu a partir disso.
Abusando da diacronia, é tudo que tem à venda no Kilt por umas mulheres que cobram cerca de R$ 100,00, tb tem na Rua Augusta por volta de R$ 50,00, tem no Café Photo por mais de R$ 200,00, tem cada vez mais lugar aqui e no mundo que vende o produto e tem também grandes personalidades que cobram mais de R$ 2000,00 por ele, afinal precisam aparecer distintas na Ilha de Caras... Eis enfim, o que era para ser sentimento, transformado em produto. Culpa de quem? De quem? De Maria Madalena que ficou famosa por fazer o marketing disso e Jesus Cristo por espalhá-lo pelo mundo no seu sentido mais puro, mas esse eu, você, nós todos queremos beber e procuramos desesperadamente e virou quase utopia e por isso não vou citar essa palavra nesse post. OK? Bom filme pra todos, e bom espetáculo teatral também. E corra, a peça só fica em cartaz até final de agosto.

07 Agosto 2009

À Deriva

O único problema desse filme é que na equipe tem muito índio achando que é cacique pra querer mostrar prá cacique que ele não é cacique e sim índio. Aí o som fica maior que o som necessário, a produção de arte quer provar que é produção de ARTE, o ator é ATOR (kráio!!!), e assim todos aqueles nomes não conseguem segurar sua modéstia e extrapolam na maionese. Porém ainda bem que como a oca é pequena, os caciques não conseguem extrapolar demais, e fica tudo meio em casa. A Laura Neiva (Filipa) disse bem, no pressbook, que acha sua personagem um pouco egoista demais. Diria que é um sentimento geral que perpassa por todos os caciques que transpassa pela tela ao vermos o filme. Mesmo assim, na ENORME FALTA que faz termos filmes para adolescente com temática não-burra, mais que aconselhado para esses futuros clientes de divãs discutirem suas relações que vivem em suas casas junto com seus amigos... relações estas que infelizmente se replicam exponencialmente em temas semelhantes nesse mundo cyber-techno, onde casamento estável é milagre.

14 Junho 2009

Telefonica não funciona em lugar algum


dia 4 de maio de 2009, às 15h30, estava eu tentando reclamar junto à Telefonica os erros de cobrança em minha conta do mês. Se o Speedy não funciona, os telefones não funcionam, porque o maior centro de atendimento, no prédio principal da Telefonica, na Rua 7 de Abril, no centro financeiro de São Paulo, haveria de funcionar? Fiquei esperando até as 18h30 o "Senhor Sistema" voltar. Adivinha se voltou... E qual a excelente orientação da empresa? "Volte amanhã, é capaz que amanhã esteja tudo normalizado." Serviço com a "qualidade" Telefonica. Dá-lhe España!!!

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São Paulo - UM PRIMOR EM COMUNICAÇÃO VISUAL

Muito bem, vamos lá, paulistas e paulistanos. Esta foto é um acesso importantíssimo da cidade. Tão importante que não há uma única sinalização informando para que serve. Você é capaz de informar? Vamos lá, inscrições abertas: deixe aqui nos comentários sua opinião: PARA ONDE LEVA ESTE BURACO?
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02 Junho 2009

liquidificador de pensamentos


Hoje não to legal. Nem quero estar. Sendo assim, peguei tudo que é nota velha na minha área de trabalho e vou juntar tudo num post só, que vai ser o mais chato que já publiquei, pelo menos prá mim. 1) Susan Boyle e os personagens de "Quem quer ser um milionário" são farinhas do mesmo saco. A mídia precisa provar à mediocridade normalmente formada por gente de classe C-D que elas podem e devem consumir e que podem e devem tentar ser famosos. Pense comigo: o que é mais fácil? Aumentar o valor de um sabonete em 10 centavos e que vende 100 milhões de unidades por mês (um milhão de reais a mais no mês) - ou aumentar o valor de um automóvel em mil reais que vende 100 unidades por mês (cem mil reais)? Logo, vc sabe quem vai tirar o mundo da crise? As Susan Boyles e os personagens de "Quero ser um Milionário." 2) Clique aqui para saber um pouco mais sobre os Piratas Somalis, que a grande imprensa não divulga [texto traduzido automaticamente pelo google, portanto, às vezes é necessário checar a versão original]. 3) Vamos pensar melhor em quem votar nas próximas eleições?

26 Maio 2009

All the same shit


Como diria Mr. Obama
"That's the guy!"

03 Maio 2009

Virada Cultural: A virada da fotografia


Em cada espetáculo um mar de fotografias. Não há limites: cada um procurando ser mais criativo que o outro para interagir com o elemento focado: é uma obra de arte? veste-se. É um ator? abraça-se, é uma estátua? escala-se... e dá-lhe fotografia! Para onde irão todas estas imagens? Existe ser humano apto a assistir todo esse mundaréu de imagens? Tem flicker, picasa, twitter, youtube pra tanta imagem? Que a vida humana se banalizou já sabemos há algum tempo. Inclua-se nisso a fotografia; junto com o "spam", o "scam", o "phishing", este é o mais novo integrante do lixo digital.

A Carta Post-Mortem que Silvio Santos nunca irá deixar


Minhas colegas de trabalho, meus telespectadores. Eu já fiz muito nessa vida. Até já dei selinho na Hebe Camargo. Já falei muita bobagem, deixei que uma menina de 5 anos puxasse minha peruca, enfim, não devo mais nada a ninguém. Agora que fui dessa para outra vida vou lhes dizer pela primeira vez o que achei de todos os programas que fiz: uma grande farsa. E o que mais me entristece é que boa parte desse povão precisou dessa farsa todos os domingos, e continua precisando, se não comigo, com meus imitadores, Faustão, Gugu e todos outros que preenchem uma grande parte do domingo com pura bobagem. Pobre aquele que precisa desse lixo ao invés de usar essas horas em algo produtivo, ler um livro, ir a um cinema, teatro, planejar o futuro com seus familiares, enfim, fazer algo a partir de si, e não ficar feito um bode grudado na tela de uma tevê vendo a multiplicação do nada. Achei que depois de mais de 20 anos fazendo a mesma coisa, programas como o meu não seriam mais necessários; a máscara cairia e seriam substituídos por documentários, programas culturais, enfim, um “upgrade”. Qual minha tristeza em perceber que o povo carece sedento dessas horas semanais, e que qualquer coisa mais estúpida que se invente ganha audiência. Essa menina, coitada, uma palhaça tão nova e todos já a admiram. Que eu seja palhaço, tudo bem. Já tenho idade e posso morrer palhaço. Mas esta jovem menina, com suas cretinices, mantém o Brasil inteiro ocupado falando sobre o que ela fez no último programa: que imensa falta de assunto! Meu Deus, eu era farsante mas achava que um dia estes que me assistem iriam perceber isso e se cansariam desse tipo de programa tipo Gugu Faustão, eu e companhia. Morro decepcionado. Esse meu povo não aprendeu nada nesses 20 e tantos anos. Não se educou em nada. Não ampliou seus horizontes. Continua precisando uma dose cavalar de bobagem para durar toda a semana. Pobre da cultura, pobre da educação, pobre desse poder que ignora a carência desse povo, cada vez mais vivendo a fantasia de viver e não ter (nem querer ter) a mínima idéia da cor da realidade. Eu morri, mas acho que todos que nos assistem morreram bem antes de mim. Pelo menos em seus desejos, se não muito mais que nisso.