15 julho 2010

Paulo Moura - vai trazer saudade

Despedida from Eduardo Escorel on Vimeo.

04 julho 2010

Cidade Limpa x Telefonica


Centro de São Paulo, Av. Barão de Itapetininga, 31 de maio, 14h da tarde. Telefonica pode? Colocam um stand no meio da rua e duas moças uniformizadas de "Telefonettes" ficam distribuindo panfletos para os passantes. Adivinhe onde vão parar esses folhetos? ALÔ PREFEITURA? Telefonica pode??? por que??? Tem verba? Tem jabá? Fiscalização foi paga pra ir dormir??? Vamos ser honestos?
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As novas(*) cantoras da Matta, Cañas, CéU, Porto e Abreu

(*) = novas, porque são jovens.



Vanessa, Ana, Fernandas e como se chamará CéU?

vocês cantam divinamente, adoro ouvir seus CDs, mas reproduzem exatamente aquilo que ebule nas grandes metrópoles = absolutamente nada.
A música tão rica vocal e liricamente, tem letras despretenciosas, ingênuas e atemporais.
Pena, ou talvez devo dizer ainda bem?
Ou será que não ouvi direito?

18 junho 2010

Deolinda - Movimento Perpétuo Associativo


Pra não dizer que não falei de flores parte IV - A solução final...
...se houvesse dialética na canção de Vandré, este seria o resultado.
grupo português que reinventa o FADO, chuta o pau da barraca e escancara nossa motivação "roxa".

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço...
-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...

12 junho 2010

Lá ~ Lá sustenido, ou seja, A ~ A#


Chequei com meu afinador: as Vuvuzelas tocam algo entre Lá e Lá Sustenido. Por que sempre a primeira nota da escala? Porque o A (a nota do caos que gera a ordem, usada na afinação da orquestra)? e não o D (que é a nota da serenidade)?

09 junho 2010

nossas brigas


com nossas facas
br
gm
s
prdemos
lguns
pdaços
dói muit

08 junho 2010

HOJE, SÓ AMANHÃ...

Esse post sempre acaba voltando pra cima uma hora ou outra...

Não há ninguém mais humilde do que eu!

Minha mãe já incorporou essa nova frase, quando a chamamos para sair:

"Me inclua fora dessa" - ela adora falar isso pra gente...

Passava pelas profissionais da Rua Augusta, e uma disse à sua colega:
"agora ninguém mais sabe pra onde vai. Tá todo mundo indo..."

Tem, mas acabou.

Eu sei, mas não me lembro.
Vou te contar prá você.
Do que tem não falta nada.
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[contrib Gonçalo Mello] "Ninguém dá o que não tem"
"Igual a que nem que eu, não é não?" (dez.2007)
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[colegas do CEBB durante retiro budista em Camburi - Out/2007]
"Eu devo ser o cara mais ignorante que eu conheço"
"Não sei o que não posso saber"
"Só dói aquilo que provoca dor"
====================
[contribuição Ruth Albuquerque - março 2008]
"Eu acho que eu não sei"
+++++++++++
[mais uma contribuição sei lá de quem]
"tenho quase certeza que eu acho que pode ser verdade"
======================
Mais uma, de quebrar o queixo...
"-Faz pizza de 3 sabores? - Sim, faz. - Então, vê metade muzzarela, outra metade calabreza e a outra metade de palmito."
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Contribuição dos navegantes:
"Me liga prá mim"
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Anônimo (SS) enviou essa, um primor!
"Perai que não acabei de terminar."
[mais alguma...? clique em "coisas pra te dizer" abaixo e contribua]

04 junho 2010

GOZE!!!

Como dizia Lacan, o enunciado "goze!", em vez de libertar, reforça a culpa. Para evitar o empuxo dessa diretriz do "goze ao máximo sempre" é preciso repensar esse movimento que, no mundo atual, pede cada vez mais ação, envolvendo capitalização do signo. Aí se coloca o que Giorgio Agamben (filósofo italiano, 1942) tematiza como inoperatividade, encarnada na personagem de Bartleby, de Melville, para quem é "melhor não agir" para não repetir o sistema. Não se trata de preguiça ou inativismo, mas de mudança de postura diante das partilhas do social, dos modos de
distribuição do sensível.

Revista CULT - no. 144 p.57 A Mídia e o Gozo pelo Consumo.

16 maio 2010

musica e teatro soteropolitano

fecha-se a semana, chove-se na grama, venta-se forte espalhando folhas entre aqueles que se amam.
salvador gosta de (a)mar.
não é só metáfora musical = as pessoas na platéia acatam o desejo do palco em novos relacionamentos.
amigo meu diz categoricamente = vá lá, escolha alguém e vá logo beijando na boca. não fica perdendo tempo querendo explicar e contar história.
os dois shows que vi foram decorados de cenas neste contexto.
república estudantil no Tororó, cheia de gente jovem e bonita. Sim, conversam contigo, te fazem um agrado, mas a chance de ser apenas para adquirir um pagador de despesas é grande.
o espetáculo teatral horas antes foi divino. Uma excelente atriz: Deusi Magalhães, direção Edinilson Pará, Nho Guimarães é o nome da peça, monólogo de uma mulher aparentemente casada com Guimarães Rosa ou com Manuelão, alter ego do escritor, ou amante de um ou de outro (tanto faz), e relembrando memórias. Trabalho de cena espetacular, uso de cenário simples e móvel também muito criativo. Teatro SESI Rio Vermelho.
Saímos de lá, petiscos no Pós-Tudo, filho desgarrado do Pré-Tudo, duas casas do mesmo dono, mas que depois se alforriaram uma pra cada lado. Pós-Tudo com Lela Queiroz, minha antiga professora de BMC =body, mind, centering, (que meus mui-amigos amigos chamam de ballé), que reencontrei aqui dando aulas na UFBA. Lela é amiga de Deusi, Fernando Conceição se juntou à turma e fomos depois à Borracharia para pular ao som de tudo quanto é soul e funk music.

Só algumas horas de sono mais tarde, já de pé pra uma Mostra Cultural numa das várias repúblicas da Vila Tororó, depois show no Galpão Cheio de Assunto, aqui algumas fotos do lugar.

Era pra ter ido numa RAVE mais no início da madrugada com algumas meninas da república de Tororó, mas preferi não bancar o "Tio Sukita" (expressão que aqui em Salvador ninguém conhece, me parece... compreensível)

Domingo tirei pra - finalmente - fazer nada e filosofar sobre este processo soteropolitano da paquera sempiterna, sorrisos e mais sorrisos, e ninguém quer ficar sozinho nessa cidade. Coisa impressionante. Comentei com meu amigo, isso é uma estratégia tão sutil quanto uma estratégia de guerra. A arte da sedução e o sucesso nessa empreitada não é pra qualquer gaiato com uma frase feita. O que descobri é que "linda, linda essa sua cachorrinha" frase mais que boçal para uma mulher levando seu poodle na coleira ainda pode se transformar num princípio de aproximação entre duas pessoas. Ou seja, não há frases deja-vú ou gastas. O que há é o emissor dessas frases não saber como, quando e por que pronunciá-las. Aqui tem-se muito a aprender.

Eu, não preciso nem mencionar, nem consegui ser aprovado para sair do pré-primário neste quesito. Meus amigos me conhecem bem, nas minhas qualidades de elaborar frases prá lá de "sedutoras".

portanto, nem vou perder tempo em comentar minhas aventuras (desventuras?) de don juan aqui na capital baiana. Vamos deixar isso pra depois da banda passar cantando coisas de amor.

mais algumas horas, vou comer um peixe com Fernando e amigos. Depois conto mais.
axé.
w.

11 abril 2010

dúvida que não quer calar...

Alô advogados de plantão, tenho uma dúvida. Se a Justiça erra e solta um psicopata da cadeia que em seguida estupra e mata 6 crianças e depois as enterra, quem deve ser condenado? Quem vai pra cadeia? Quem paga pelo crime? O infeliz psicopata ou A Sra. Justiça?

03 abril 2010

Entrevista de Lula para "O Estado de São Paulo"

X
Dia 19 de fevereiro de 2010, O Estado de São Paulo publicou duas páginas de uma entrevista com o Presidente Lula, que também foi disponibilizada em áudio pelo Estadão (link para o áudio, basta clicar sobre o título deste post).
Pois bem, baixei os programas, ouvi e organizei o que o Estadão deixou assim meio bagunçado. Optei por disponibilizar a entrevista dividida em três partes, que podem ser baixadas individualmente:
Parte 1 = 9m46s, 4.592KB
Parte 2 = 11m46s, 5.529KB
Parte 3 = 10m54s, 5.122KB
Todas as partes = 1h, 9m e 41s 49MB


Pois bem, o que eu queria com esse post é mostrar a mão de um editor de jornal. Bastante esclarecedor o que Lula disse e o que o jornal publicou. Que cada um tire suas próprias conclusões.

02 abril 2010

SÃO PAULO para Turistas - (nosso metrô...)

Num arroubo de competência e qualidade de serviços, o metrô paulistano superou-se com a qualidade de informações prestadas ao turista estrangeiro, que agora sim, vai finalmente poder localizar-se facilmente em qualquer estação, sabendo de onde vem, onde está e para onde vai...
se não estiver clara a informação, repasso abaixo. Ela é QUADRILINGUE (uau!!!):
ESPANHOL:
para informaciones, busque un empleado
INGLÊS:
for information, contact an employer
FRANCÊS:
pour rentaignements, demandes à un employé
ITALIANO:
per informazioni, cerchi un incaricato

CARICATO é esse adesivo! Façam-me o favor... Ainda bem que não souberam escrever em alemão, para não ampliar o tamanho da piada. Constrangedor...

26 março 2010

LESS...




Atual situação (nada grave...)

05 março 2010

Sobre Fotografia (1990)

As fotos mais bonitas são as tiradas dos selvagens no lugar onde vivem porque o selvagem sempre encara a morte, encara a objetiva exatamente como encara a morte e não é cabotino nem indiferente. Sabe posar, enfrenta. Sua vitória está em transformar uma operação técnica num face-a-face com a morte. É isso que os torna objetos fotográficos tão fortes, tão intensos. Quando a objetiva não capta essa pose, essa obscenidade provocante de um objeto diante da morte, quando o objeito torna-se cúmplice da objetiva e o fotógrafo também se torna subjetivo, então acaba o grande jogo fotográfico. O exotismo morre. Hoje é muito difícil encontrar um sujeito ou até um objeto que não seja cúmplice da objetiva.

Jean Baudrilliard, "O Exotismo Radical",
in "A Transparência do Mal"
(Ensaios sobre os fenômenos extremos),
9a. edição, p. 159