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16 julho 2012


TEMPORADA DE MORTES

Caetano Veloso
Chico Buarque
Gal Costa
Maria Bethânea
Belchior
Rita Lee
Jorge Mautner
Luis Melodia
Edu Lobo
Gilberto Gil
Tom Zé
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Claro que faltam nomes aí em cima, mas são em sua maior parte oriundos dos anos 60, conhecidos senão no mundo todo, pelo menos na maior parte do Brasil, e todos eles – se eu for bom de matemática, por volta dos 70 anos, que sabemos ser uma idade onde nem tudo são flores.
Não tenho aqui interesse em ser dramático, nem amigo de coveiro, mas desde Tom Jobim não temos perdas na MPB em nível internacional. Tudo bem, vão lembrar de Wando, mas convenhamos: comparar Wando com Tom Jobim, nem vou comentar.
Meu pensamento segue noutras pairagens – neste Brasil varonil famoso em saber destruir muito melhor que construir. Sistema “Pinheirinho” de fazer cultura. Como diz o bordão: “Pinheirinho somos todos nós!” Esta frase é reveladora, significa que todos nós estamos sendo destruídos e ninguém lembra o que houve. Como nossos ídolos (“ainda são os mesmos”) e os Pinheirinhos nos deixam em longos hiatos de tempo, talvez não percebamos a importância que a existência destes nos proporciona.
Basta ver fotos do Anhangabaú de hoje com o Anhangabaú de 1920 para entender o que significa destruir os “Pinheirinhos”. Assim desaparecem nossos ícones, nossos ídolos, nossas histórias e lembranças.
E aí vem a reflexão: para nascer todos levam a princípio o mesmo tempo, vá-lá, os 271 dias normais. Mas prá morrer, bem... basta estar vivo.
Lembro do meu avô, 78 anos, ligou para VEJA, reclamando que ela não chegou, e deste jeito teve um ataque cardíaco (acho que essa expressão não existe mais) fulminante e do jeito que reclamou, ficou sentado na cadeira.
Ou meu tio vivendo em uma cidade do interior do Paraná, ótimo padrão de vida, nem 50 anos completos, saiu da porta de sua casa, indo até o portão para buscar o leite que foi entregue e lá ficou, dessa para melhor.
Aí pensei: já pensou? vai que... (parafraseando aquele comercial) – vai que Deus, se realmente há um Deus, decide nos fazer cair na real, e leva todos eles ao mesmo tempo? Ou com diferenças mínimas de dias entre um e outro? Como este país vai ficar? Quem iremos ouvir? Com quem iremos sonhar?
Por isso gosto de lembrar daquela música que diz que “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”. O que lamento é que nós achamos que essas pessoas são imortais, que nunca irão desaparecer, assim como os Pinheirinhos, vieram para ficar, e de repente não estão mais lá. Pensamos alguns dias sobre isso e esquecemos. Queria ver quanto tempo levaria um pensamento se perdêssemos todos eles de repente.
Querer ir a um show que não vai mais ter, ouvir uma entrevista que não vai acontecer, ler um texto de algum deles que não será mais escrito.
E saber o que a história (não) nos reserva, fazendo-nos lembrar partes de um e nada de outros, como sempre, como tudo.
Talvez pela vergonha e pelo constrangimento que passamos diariamente ao ver como este país é administrado por nossos políticos, não sabemos valorizar o que temos, apenas o que perdemos. Igual a antigas namoradas, ou antigos namorados, e assim vai. Espero que não passemos por isso, mas...
Vai que...

24 março 2012

Não só de Michel Teló vive a música no Brasil

Que grata surpresa. Duas horas e vinte de música de qualidade oferecida pela nossa Orquestra Sinfonica do Estado de São Paulo. Primeiro concerto gravado com a nova maestrina Marin Alsop. Mas vai ficar por pouco tempo no YouTube. Apenas um mês. Portanto, vejam logo, ou aprendam a baixar vídeos no youtube. Recomendo assistir com a qualidade melhor (clique no solzinho abaixo do quadro, para alterar a qualidade).
Bom concerto.

06 março 2012

ECAD - como eu esperei por isso...


Ecad é condenado a ressarcir noiva por cobrança em casamento

Entidade tem 15 dias para recorrer da sentença, que pode abrir precedentes para eventos semelhantes

Lívia Brandão

Publicado: 29/02/12 - 17h41
Atualizado: 1/03/12 - 15h28


Ecad foi condenado a pagar R$ 5 mil reais a casal de noivos Berg Silva / Agência O Globo

RIO - Depois de quase dez anos de uma união que gerou três filhos, a advogada Kadja Brandão Vieira e o ex-oficial da Marinha Renato José da Cunha Faria decidiram enfim celebrar o casamento. Para sediar a festa, marcada para o dia 27 de novembro de 2010, escolheram as instalações da Ilha Fiscal. Ao assinar o contrato de locação, a noiva foi informada de que deveria pagar uma taxa referente aos direitos autorais das músicas que viriam a ser trilha sonora do enlace. Além do vestido, bufê e todas as altas despesas geradas por uma festa deste porte, Kadja e o marido desembolsaram mais R$ 1.875, destinados ao ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad. Passadas as comemorações, os dois decidiram entrar com um processo contra a cobrança do Ecad e, nesta terça-feira, segundo nota publicada na coluna de Ancelmo Gois, o juiz Paulo Roberto Jangutta, do 7º Juizado Especial Cível do Rio, condenou o Ecad a indenizar Kadja e Renato em R$ 5 mil, além de devolver a quantia paga pelo casal.

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Para o magistrado, o casamento é, por definição, "uma festa íntima, na qual inexiste intenção lucrativa, seja de forma direta ou indireta. Festas de casamento podem ser realizadas com fim religioso, como celebração de um ritual civil ou como mera comemoração de uma realização pessoal, porém, não lhes é inerente qualquer aspecto empresarial, ainda que se trate de um evento de alta produção", escreveu Jangutta em sua sentença, abrindo precedentes para que outros cônjuges também questionem o pagamento judicialmente. A partir de agora, o Ecad tem dez dias para pagar o valor devido ou mesmo recorrer da sentença. Especialista em Direito marítimo, Kadja conta que em nenhum momento durante os preparativos para o casamento concordou com a cobrança.

- Quando soube da existência desta taxa, me senti lesada. Até pela forma como a cobrança é feita: me enviaram um formulário por e-mail, preenchi, mandei de volta para o Ecad com uma cópia do contrato do aluguel do espaço e recebi um boleto de pagamento. Não tive a oportunidade de negociar e nem mesmo de entender a que aqueles R$ 1.875 se referiam. - contou a advogada ao GLOBO, por telefone.

Relatos de festas que teriam sido interrompidas por decisão do Ecad intimidaram os noivos, que decidiram acatar a decisão.

- Quando você organiza uma festa de casamento, você tem mil coisas para decidir e resolver, brigar na Justiça não é uma opção. Só recebi o boleto de pagamento numa sexta-feira à noite, na vespéra do casamento e me desesperei, porque já não tinha como pagar àquela hora. Fiz minha mãe subir ao altar com um o talão de cheques na bolsa, estava tudo pronto para o caso de os fiscais do Ecad aparecerem. Felizmente isso não aconteceu, mas na volta da lua de mel precisei entrar em contato com eles novamente para pedir uma segunda via do boleto e então efetuar o pagamento. Se eu não pagasse, havia o risco de eles cobrarem da Marinha, responsável pela Ilha Fiscal.

Resolvida a questão, Kadja enfim decidiu entrar com um processo para reaver o dinheiro junto ao Ecad. Segundo a advogada, que representou a si mesma no processo, o valor cobrado foi calculado não com base nas horas ou na quantidade de músicas tocadas, mas em cima de uma porcentagem do valor pago pelo aluguel do salão.

- Se eu fizesse minha festa no playground do meu prédio ninguém iria me importunar, pois a lei discrimina que festas realizadas em domicílio ou mesmo em igrejas são familiares, mas o Ecad encontrou uma brecha para cobrar a taxa de casamentos realizados em outros locais. Ou seja, porque juntei dinheiro a vida toda para fazer a festa dos meus sonhos, eu teria que pagar um valor extorsivo e sem fundamento. Nem o DJ da festa recebeu cachê, foi um amigo que nos fez a trilha como um presente, os impostos acabaram saindo ainda mais caros.

Com a contestação da cobrança, os noivos esperam servir de exemplo para mais casais ou mesmo realizadores de eventos sem fins lucrativos e que, portanto, não estão ganhando com a execução de músicas durante o evento.

- Estou disposta a orientar quem precisar, minhas amigas que estão de casamento marcado já me procuraram pedindo ajuda. Faço questão de comprar essa briga porque não acho justo - completou a advogada, que esperou por três meses até a divulgação da sentença. Procurado pela reportagem de O GLOBO, o Ecad ainda não se pronunciou.

* Colaborou Eduardo Almeida


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/ecad-condenado-ressarcir-noiva-por-cobranca-em-casamento-4103620#ixzz1oFoTlbWO
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27 dezembro 2011

Ein Schlag in den Magen



Hartes Stoff. Hat mich echt zusammengepackt. Ab und zu, kommen so Lieder die uns Gänsehaut schaffen. Dank MS54 wo ein Podcast dieses Lied mitsamplierte.
Ich hoff' mein Leben muss da nicht durch.

14 abril 2011

Dear Prudence nas Aguas de Março



ouvindo lá minhas canções só agora percebi como são semelhantes as canções de Dear Prudence dos Beatles e Águas de Março de Tom Jobim. Devia-se misturar essas duas obras primas, e as letras tb combinam...

grandes gênios

23 dezembro 2010

S.L.


se fizer sucesso
humildade
se tb não fizer
humildade
se perder o rumo o prumo o norte
humildade
se achar qual seu quadrado
humildade
se perder seus fãs
humildade
se achar novos fãs
humildade
se a banda tocar bem
humildade
se tocar mal
humildade
se ninguém se entender
ou se todos se entendem
humildade
se ficar com raiva ou ficar feliz
humildade
se nada acontecer então tudo acontece
porque tudo é nada
e há resposta em tudo
no silêncio do nada
merece apoio irrestrito
só o fato de ter assumido
e encontrado um novo caminho
desconhecido porém honesto
consigo e com todos que nele navegam
talvez tropece, faz parte de pés cansados
erguer-se será aproximar-se de samadhi e de ti
respirar o suficiente
relaxar a mente
observar-se e ao redor
equilíbrio constante e seguir em frente
(maio 2010)

01 agosto 2010

Uma noite em 67


Sempre achei que a gente quando jovem é revolucionário e depois dos 50 anos a gente volta a virar conservador e caretão. O Festival de 67 de certa forma é prova disso, mas apenas o festival e não o seu documentário. Ou eu continuo sendo revolucionário demais no alto dos meus 50 e tantos, ou definitivamente estou ficando demasiado crítico.
Pois prá mim, a estética desse filme está mais para documentar um encontro evangélico do que a importância que foi o festival. Como podem perguntar os participantes deste evento: Como vc vê hoje o Caetano de 67? Ou a única grande polêmica que conseguiram descobrir, foi a briga dos "com guitarra" contra os "sem guitarra". Nada mais? Víamos definitivamente os músicos extremamente seguros, apesar do Gil achar que estava em pânico. Vemos os músicos flexíves para superar quaisquer limites que pudessem lhes impor, e o documentário fica querendo ouvir se o músico hojeoainda lembra da letra da música ora cantada??? E o único grande desvio foi um "pânico" no Gil, e alguns "gorós" do Chico??? Tá bom, devo propor ao invés de criticar? Proponho: queria ver uma mesa redonda com TODOS os participantes juntos fazendo reflexões sobre o próprio comportamento e dos outros, depois de terem ouvido os comentários individuais atuais. Queria ouvir perguntas sobre a sobriedade dos participantes durante o festival, o que rolava nos bastidores, como era a vida público/privada dos participantes, como era o antes/durante/depois do festival.
Enfim, filminho prá lá de careta, quadradão, praticamente inexistente. O que transparece mesmo foi o festival. Logo, não vi documentário nenhum. Vi um arquivo histórico. Nada mais.

04 julho 2010

As novas(*) cantoras da Matta, Cañas, CéU, Porto e Abreu

(*) = novas, porque são jovens.



Vanessa, Ana, Fernandas e como se chamará CéU?

vocês cantam divinamente, adoro ouvir seus CDs, mas reproduzem exatamente aquilo que ebule nas grandes metrópoles = absolutamente nada.
A música tão rica vocal e liricamente, tem letras despretenciosas, ingênuas e atemporais.
Pena, ou talvez devo dizer ainda bem?
Ou será que não ouvi direito?

18 junho 2010

Deolinda - Movimento Perpétuo Associativo


Pra não dizer que não falei de flores parte IV - A solução final...
...se houvesse dialética na canção de Vandré, este seria o resultado.
grupo português que reinventa o FADO, chuta o pau da barraca e escancara nossa motivação "roxa".

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço...
-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...

17 agosto 2009

IBGE - 200 milhões de habitantes em 2014

Segundo IBGE, a população brasileira irá alcançar 200 milhões de habitantes já no primeiro semestre de 2014.
Excelente notícia, pois poderão reabilitar aquela musiquinha hiper-brega e reacionária porém oportuna, sem mudar muito a letra (e sem ter que pagar novos compositores!), embalando a Copa de 2014: [Sai a palavra noventa e entra duzentos - olha como fica bão!]
"Duzentos milhões em ação,
Pra frente Brasil
Salve a Seleção!"


Anauê!

19 novembro 2008

Gosto musical não se discute

Tutorial disponível no site da Apple, para explicar como se utiliza o
iTunes e iPod. Repare nas músicas existentes na lista do iTunes. Seria
esta a seleção predileta para viajar do Steve Jobs? Duvido...

11 outubro 2008

Você é de São Paulo? 5a feira, dia 23, estará à toa? Leia abaixo:

Edmundo Carneiro que vem da França, fará um único show no GENI. Será dia 23 de outubro agora, a partir das 22h10. Mais informações: http://www.geniclub.com.br/ tel (11) 3129-9952
Rua Bela Cintra, 539 - preço único R$ 15,00.

(Editado 27/10/08) Bem, foi um show e tanto. Carneiro se apresentou com uma banda de 3 metais, baixo, bateria, cozinha e violão. 3 horas de show com muito maracatu, samba de raiz, jazzy samba e muita criatividade. Muita gente famosa foi ver mas não vou imitar colunista de revista Caras dizendo nome de arroz de festa só pra prestigiar os não tão famosos. Se famosos foram, devem ter gostado. Ponto. Eu, mais famoso que todos prá mim mesmo (sei tudo da minha vida), achei um pusta show bom pra carneiro.

29 outubro 2007

Yusa, ninguém segura


Sábado, dia 27 de outubro de 2007. Centro Cultural São Paulo, meia noite. Entra uma menina com cara de nada mais que menina. Apenas um saião marrom e uma camiseta amarela. De penduricalho, um artesanato de cobre no pescoço. Cabelo como é, mãos como são, um sapatenis nos pés inquietos. Acompanha Simone Soul. De início Yusa vai se desculpando que faz tempo que não pega no violão nem no baixo. E a partir deste momento começa um show espetacular que vai até as duas da manhã. Inacreditável o que ela faz. A batida de violão com mão direita criativa no estilo Lenine, a voz que vai pra todos os cantos, o balanço e a emoção. Olha para todos os lados da platéia, como se procurasse alguém. A platéia vidrada apenas em Yusa. E este é apenas o começo dessa "adolescente" do mundo musical. Graças a todos os orishás, ela ainda tem muita estrada e nós estaremos em volta, assistindo e acompanhando. Chega de rasgação. Vai procurar um CD dela ou um show; música jazzi cubana, do mais alto padrão.

08 maio 2007

O LADO PODRE DA VIRADA CULTURAL

Talvez poucos notaram, mas a Secretaria do Estado da Cultura (Governo Serra) programou um show do Sr. Paulinho da Viola no Museu da Imagem e do Som, dentro da programação da VIRADA CULTURAL. O auditório do MIS, tem 174 lugares e o show foi de graça. A pergunta que não querem calar:
- quanto o Sr. Governo do Estado pagou para que Paulinho da Viola tocasse no MIS?
E aqui embaixo, você que assistiu ao show, pode deixar seu nome e cargo político ou padrinho político:
SIM, EU ASSISTI AO SHOW DO PAULINHO DA VIOLA NO MIS!

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07 maio 2007

SKOL BEATS, VIRADA CULTURAL & MATRIX


O Futuro é agora! 2,22 Km separam o Anhembi, local onde aconteceu o Skol Beats deste ano, da minha cozinha, e mesmo assim não só os raios laiser verdes estouravam na minha mesa enquanto jantava, como também o surdo da batida beat parecia tocar debaixo dos meus pés. Nada contra. Gosto de psycho, trance e techno. Mas se eu ouvia dessa forma, o que dizer dos que moram a 500 metros do local...6a feira das 18h até sábado às 10 da manhã. Reinicou no sábado às 18h e foi até domingo às 10h. Olhava pra lá e via cenas do Blade Runner. Coisa de outro mundo. Imaginar sei lá quantas mil pessoas caminhando de uma ponta do Anhembi a outra, alucinados com o pulmão dividindo com o coração quem bate mais forte. E aí os passeios na Virada Cultural, em todos cantos da cidade. Não fui no SB, mas acho que a VC roubou a cena. Lá também tinha laser, techno, psycho, trance, mas tinha muito mais! Tinha balé, teatro adulto e infantil, mambo, rock'n roll, bolero, rap, palcos muito bem decoradas, pista de dança pra pé de valsa nenhum botar defeito, piano de cauda e claro - não poderia deixar de acontecer - uma pancadaria da boa, (que a prefeitura chama de "fato isolado") prá mostrar que aqui não é França, mas gostamos de bater e apanhar. Viva a porrada! Sentir dor é bom porque assim sabemos que não estamos dentro de um jogo no Second Life. Às vezes tenho minhas dúvidas.

05 agosto 2006

Triumpho Musical - o (*) mais abaixo

Hoje foi a primeira experiência do Triumpho Musical aqui na Cracolândia. O baterista do Rock Rocket - o melhor show da tarde - resumiu bem o sentimento geral ao dizer: "Hoje vou poder fazer uma coisa que sempre queria fazer - gritar: OBRIGADO CRACOLÂNDIA!!!" - se for pelos fãs dos grupos de rock desta tarde, o nome vai mudar para Alcoolândia. Os caras sabem entubar qualquer destilado líquido e ainda pular, cair no chão, se jogar etc e tal. Muito da hora. Muito zoera. Tocaram ainda mais 3 outras bandas, entre elas a imortal Golpe de Estado.
Todo sábado com uma programação diferente:
1. sábado - rock
2. sábado - chorinho
3. sábado - afro reggae e outros sons afro-brasileiros
4. sábado - o já tradicional Samba de Mesa
- vou subir umas fotos que fiz desta primeira edição - mas agora to com preguiça...