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16 novembro 2011

Como fazer para compartilhar um carro na ZAZCAR?

O Desafio da Mobilidade já acabou, mas muitos colegas meus me perguntam como funciona esse negócio de "carro compartilhado", então, mesmo que eu não ganhe nada com isso (na verdade, já ganhei! Pelo Desafio, a ZAZCAR me premiou com R$ 750,00 para gastar em horas de compartilhamento) - vou explicar pra vcs como compartilha um carro. Primeiro de tudo, você vai precisar se registrar no site da ZAZCAR, fazer lá um novo cadastro e aguardar o recebimento do seu cartão (que é a chave do carro - veja a imagem do meu cartão, mais abaixo). Se não quiser receber em casa, é mais rápido ir buscar na sede deles na Av. Paulista (S.Paulo). Existem basicamente três planos para Pessoa Física. No FACIL você não paga mensalidade, somente a hora de uso, no caso a hora mais barata é R$ 19,90. No plano FLEX 15 você paga R$ 10,90 a hora mais barata, com uma mensalidade de R$ 15,00. E no plano FLEX 45 a hora sai por R$ 6,90, mas há cobrança de uma mensalidade de R$ 45,00. Quando digo "hora mais barata" é que, conforme o carro, claro, a hora pode ficar mais cara. Se quiser saber mais sobre como funcionam os planos, clique aqui!
este é o meu cartão - ou seja, minha chave do carro. (Encosto isso no carro, e a porta abre)
Depois de cadastrado e burocracia feita e com seu cartão na mão, você faz o login no site e clica em "nova reserva". Prá facilitar, é legal você preencher em "Minha Conta" na parte "Preferencias", os endereços dos quais você mais precisa de carro (veja imagem, repare que Pinheiros é minha localidade Padrão pelo sistema). Assim, automaticamente o sistema irá mostrar os carros mais próximos à localidade escolhida. Voltando pra NOVA RESERVA, repare à esquerda o quadro que informa tudo que vc precisa saber sobre a reserva e o carro:



  • de que horas a que horas (os incrementos de horário são de 15 em 15 minutos!!! diferente da hora cheia nas locações tradicionais) 
  • Na localidade/endereço, se já preencheu seus endereços, escolha aquele no qual vc se encontra. 
  • Veículos = todos os modelos que a ZAZCAR possui. Claro, mais traquitanas, mais cara a hora. 
  • por fim, as características. Tudo isso irá filtrar os resultados que irão aparecer à direita.

Por último existe uma linha do tempo onde cada cor informa alguma coisa específica. Tem uma tabelinha à esquerda que explica as 4 cores possíveis. (Disponível / Indisponível / Disponível no período solicitado / Indisponível no período solicitado.) Por padrão, o sistema já preenche com 3h de compartilhamento. Mas o mínimo é de uma hora. E por último, à direita da linha de tempo há dois valores: o dentro da caixinha mostra qual o valor estimado pelas 3 horas. O valor abaixo, é o valor da hora. Lembre-se que vc ainda paga uma fração de centavos por Km rodado que varia de R$ 0,43 a R$ 0,59 por km rodado.

Agora, é com você! E lembre-se. Se você informar que fui eu que te indiquei, cada um de nós dois ganha R$ 25,00 de crédito!

06 outubro 2011

como escolher uma bicicleta

capítulo 17. Que bicicleta comprar - Medidas da Bicicleta x Ciclista


Medidas básicas que devem ser observadas na escolha da bicicleta:



Seat Tube = Tubo de selim do quadro da bicicleta. É o que define o tamanho da bicicleta.

Nas Mountain Bikes essa medida é apresentada em polegadas: 17", 18", 19" etc

Nas Speed, Híbridas e Estradeiras a medida é em centímetros: 50, 52, 54 cm etc

Veja na tabela abaixo o tamanho de bicicleta adequado para sua altura.



Top Tube Horizontal = Tubo superior do quadro da bicicleta. Define o comprimento da bicicleta.

Essa medida também é usada para definir o tamanho da bicicleta para o ciclista, e deve ser tomada em linha reta, paralela ao chão. Vai desde o centro do tubo frontal até o centro do canote de selim da bicicleta.

Alguns fabricantes de bicicletas apresentam seus modelos com ligeira diferença no comprimento do top tube horizontal. Para ciclistas com o tronco mais longo, recomenda-se os modelos com top tube horizontal mais longo e para ciclistas com o tronco mais curto, um top tube mais curto. Por isso é fundamental que se experimente modelos e marcas diferentes antes da compra pois bicicletas com mesmo tamanho nominal podem apresentar diferenças em suas geometrias. Na dúvida, consulte um profissional e faça um bike fit antes da compra pois para cada tipo físico e dependendo do uso que se pretende fazer da bicicleta existem medidas e ajustes diferentes.

Top Tube mais curto: ideal para plano, uso urbano e iniciantes; serve para manter o ciclista numa posição de condução mais em pé, o que facilita olhar o trânsito. O ciclista fica mais exposto ao vento, o que torna a bicicleta mais lenta. Ciclista em posição mais em pé tem maior dificuldade em realizar subidas. O pescoço é menos exigido. A lombar passa a ser o amortecedor do ciclista.

Top Tube mais longo: ideal para esportistas e profissionais: visa retirar o máximo do funcionamento muscular do corpo do ciclista. Facilita arrancadas, subidas e mudanças bruscas de direção, permitindo uma condução agressiva. Como o corpo do ciclista fica mais deitado, há menos arrasto aerodinâmico, facilitando a manutenção de altas velocidades.

Antes da compra recomendamos também a leitura do Capítulo 16 "A Bicicleta"
Na hora da compra é fundamental a escolha da bicicleta que corresponda ao tamanho do ciclista
Tabela básica - altura do ciclista x tamanho da bicicleta

Se houver dificuldade em encontrar bicicleta fabricada no Brasil que corresponda a altura do ciclista deve-se, sem dúvida, partir para as importadas. Não compre uma bicicleta inadequada para seu tamanho.

fonte: http://www.escoladebicicleta.com.br/medidaseuso.html

Outro SITE muito bom é o BIKE MAGAZINE (de Portugal) - CLIQUE AQUI.

O campeonismo no Desafio da Mobilidade

"Todos meus amigos são campeões em tudo" (e meus inimigos também: citação minha) é uma forma mais poética de traduzir a "Lei de Gerson". A primeira frase é de Fernando Pessoa. A segunda, é de uma propaganda de cigarros. Ambas levam ao mesmo comportamento inverso a qualquer tentativa de cidadania. Em geral, são os que furam fila, os que precisam ser atendidos primeiro num balcão de loja, os que querem sair primeiro de um carro do metrô (ou entrar). São mil exemplos. E existem a rodo em qualquer transporte público. Nestes locais são maioria, visto que envolve de imediato o conceito de "competição". Não são as exceções. Vou citar alguns exemplos:
  • os que já se levantam em ônibus vazio um ou dois pontos antes, se posicionando na porta pra descer.
  • na hora de um carro de metrô abrir as portas, os que já querem entrar sem antes esperar os passageiros descerem.
  • na chegada no ponto final, todos aqueles que não cedem passagem a um passageiro sentado próximo à porta. Se ele não forçar passagem, será o último a descer.
  • Todas as regiões próximas às portas são marcadas nas plataformas do metrô. Mesmo assim, sempre há aqueles que param ao lado do local marcado, e se esgueiram na abertura das portas, forçando passagem pela lateral. Esse é o comportamento mais irritante.
Hoje conversava com uma amiga minha italiana sobre isso. Levantamos hipóteses baseadas no comportamento latinoamericano de ser. Num próximo post aprofundo o tema.
Mas não pense vc, incauto motorista, que vc é melhor. Basta perguntar: quantas vezes você cede passagem para algum carro saindo de um estacionamento, ou vindo de uma esquina? Ou a um taxi partindo após pegar um passageiro? Ou ainda passar por um farol "quase" mudando pro vermelho? Pois é - pode-se sempre argumentar: "puxa, não vi!" Mas no fundo no fundo, ninguém quer ver nada mesmo exceto aquilo que está mais próximo a seu nariz, ou seja, a si próprio. Um mundo competente - competir - competição. Ou vc é exceção?

04 outubro 2011

O que é esse tal de Desafio da Mobilidade?

Tão me perguntando por que venho postando quase que diariamente no meu blog e no facebook e no Twitter. Simples: fui selecionado, junto com outras duas pessoas, a participar de um concurso na Zazcar, chamado "Desafio da Mobilidade". Para isso, precisamos ficar um mês sem usar carro próprio e postar diariamente algo sobre essa nossa experiência no twitter e no facebook, além de escrever algo no blog. Também preciso enviar um log semanal com todos os tipos de transporte utilizado e quanto tempo fiquei em cada um deles. Até patinete, skate, caminhada, enfim, tudo que se move. No meu caso, concentro todas minhas atividades em ônibus, metrô, caminhada e taxi, nesta ordem de preferência. Tenho um bilhete único que recarreguei até a data de hoje com R$ 815 o que dá uma média de R$ 90,00 por mês. Considerando que cada busão custa R$ 3,00 pode-se deduzir que pego 30 ônibus por mês. Conta errada. Graças às 3h de tolerância entre primeira e última viagem, chego a usar até 4 ônibus pagando apenas uma viagem. A coisa desanda quando entra metrô na jogada. Aí, paga-se uma diferença de R$ 1,49 e toda combinação muda. Conforme gráfico abaixo, fica fácil perceber como funciona este sistema. Seja como for, duvido que qualquer pessoa que tenha carro, gaste apenas 90 reais por pessoa por mês.  

01 outubro 2011

Sábado com gosto de Bolhas nos Pés

o baixo Pinheiros tem um jeito ainda interiorano de se viver. Existem bares pela Amaro Cavalheiro ou pela Eugenio de Medeiros ou ainda na Ferreira de Araujo que nem se sabe direito se é alguma família fazendo um churrasco na calçada ou é mesmo um bar. O final da tarde foi especialmente gratificante, pelo presente da natureza com brisas e por de sol cinematográfico. Saí com amigos, tomamos sorvete na lanchonete do SESC Pinheiros, depois fomos conhecer a Praça Victor Civita (meio largada, alô Abril!!!) e encontrar outros amigos do passado pela janela dos sobrados. Nem tocamos campainha. Grita-se o nome, e a fulana desce pra conversar sobre as casas da região. Ela é arquiteta. Sabe que tem muita gente vendendo por ofertas irrecusáveis de mais de 10 mil o metro quadrado. O passeio levou quase duas horas. Voltamos já noite em casa. Minha amiga mora perto, do outro lado da Sumidouro. Vimos a estação Pinheiros do metrô (um exagero de escadas rolantes). As madeireiras, marceneiros e lojas de ferragens são ainda os campeões em ocupação da área. Tudo muito fácil de se ver, quando se anda a pé. E entrar de bar em bar, tomar alguma coisa, e seguir passeio. E chegar ao final de tudo com algumas bolhas de lembrança. Tudo bem, também. Quem mandou passear de havaianas?

27 setembro 2011

LINHA AMARELA

Quem diria: embarquei no Lgo de Pinheiros às 6h40 da manhã e em 25 minutos desci na Estação Armênia. Numa viagem emocionante no primeiro carro do Metrô da linha amarela, pode-se ficar na janela da frente, vendo os trilhos e as estações. Desde que voltei de Berlin, nunca mais passei por uma experiência dessas. É fantástico ver o caminho de rato se aproximando, túneis que se estreitam onde se imagina que o trem nem vai passar - e dá tudo certo. Agora há conexão direta até a Estação da Luz. De lá fiz uma baldeação para a linha Azul e rapidinho desci na Armênia. Muito bom. Pra quem não tem vertigem, recomendo pegar o primeiro carro e ver a paisagem pela janela. A linha Amarela não tem condutor.

26 setembro 2011

TRANSPORTE PÚBLICO = serviço bom x serviçal a desejar

O diagnóstico é simples: os ônibus são cada vez mais modernos, piso rebaixado, campainha por toque, placa com itinerário visível dentro do ônibus, carros muitas vezes automáticos, com TV, enfim, tudo que não seja mão de obra está cada vez melhor. Agora cobrador e motorista, com raras exceções, é um bando de gente chucra. Motorista acha que carrega gado. Em uma viagem é capaz de infringir várias regras de trânsito. Passa por sinal vermelho sem dó, freia bruscamente, passa por fora do ponto, não espera o completo embarque de pessoas idosas entre outros abusos. E o cobrador passa o tempo falando pelo celular, ouvindo música ou gritando numa conversação irritante junto com o motorista e nem consegue fazer o mínimo, que seria inverter a placa de itinerário que fica sobre sua cabeça, toda vez que a viagem muda de sentido. Não fosse isso, diria que o transporte público na cidade de Sampa é quase primeiro mundo. Mas com o comportamento insano dos funcionários, é 3. mundo mesmo. E se vc vai reclamar com um deles sobre qualquer coisa a resposta é sempre a mesma: "Quer conforto? Vai de taxi!". Lamentável.
Numa outra oportunidade, comentarei a "via crucis" que é fazer uma reclamação no serviço 156.

23 setembro 2011

acidentes acontecem...

Era pra ser um dia calmo. Início da tarde, um ônibus de Higienópolis para Pinheiros. 22 min. Lá acompanhei a reforma do apto no qual irei morar a partir da semana que vem. De lá, outro bus até a PUC. Pensei gastar 40 min subindo Teodoro, Dr Arnaldo e Cardoso de Almeida. Vi passar um que pega a Av. Sumaré. Resultado: cheguei em 18 min na Rua Caiubi. O duro foi subir a ladeira à pé. Academia gratuita. Sem ar, fui à terapia. Cheguei cedo e dormi na sala de espera. Acabei sendo acordado pelo Doutor. No meio da terapia toca o celular insistentemente. Desligo. Ao sair, destino seria mais um bus e um trem para a Expo Money. Ligo o celular. Volta a tocar (7 ligações não atendidas). Minha mãe acabara de sofrer um acidente. Mudança de planos. Taxi para Sta Casa. Corte no supercílio, quebra do úmero. Deu entrada às 18h30. Agora quase 1/2 noite. Saí de lá às 23h. Meu irmão assumiu. Uma rápida caminhada de 10 minutos e já estava no apto dela, aqui na Angélica. Sono curto. Em breve meu irmão liga pra eu voltar a rendê-lo. Não sei qdo dormirei. Não sei se dormirei. Hoje foi o DIA INTERNACIONAL SEM CARRO. Deveria ser o DIA INTERNACIONAL COM CARRO. Assim, enquanto hoje tudo ficaria congestionado, com todos os carros fora da garagem, teríamos 364 dias com todos os carros parados sem que inalemos seus gases. Bastam-me os nossos gases. Vi muitas bicicletas passando em frente ao apto da minha mãe. Muito legal. Buzinas reclamando. Normal. Pelo visto, o DIA INTERNACIONAL SEM CARRO é apenas uma propaganda a mais. Nem se percebe.