20 setembro 2010

Papo do Seu Luar

sua mesada
está sendo encaixada
na vila das imagens e
será coberta de sujanças
após o final


[deve ser lido de forma bem rápida]
[aqui deve ser mentalizado um longo apito]
[agora fale qualquer coisa]

15 setembro 2010

Problemas Virtuais para Familias Reais

sente o drama: a criança recebe um livro escolar com dicas de sites para fazer pesquisa. O livro foi impresso há cerca de 9 meses, mas há 6 meses, um dos links de pesquisa foi vendido para uma empresa pornô. E agora José? Tem solução? O filho inocente vai lá acessar os links sugeridos no livro e cai num site pornô. Tem navegador que bloqueia o acesso? Tem filtro? Tem nada: o menino foi lá digitando letra por letra copiada de seu livro de aulas. Alguém visualiza uma solução? Real ou virtual?
[clique no título deste post para mais informações -> a princípio, não será direcionado para um site erótico...]

13 setembro 2010

Estou feliz! Acho q isso já põe um sorriso em seu rosto

ainda não, pq a visão é mais ampla, vai além do bem que se tem, e transpassa o bem que está além.
e este não é espelho.
é real.

eleição


chega como está
temos que mudar
vamos mudar
isso não pode continuar
eu vou mudar
eu mudei
eu mudo
mudo
surdo
cego

ARGUMENTOS FALACIOSOS

Incansavelmente Paulo Nagai atendia doentes e pesquisava sobre radiatividade. Temendo os bombardeios, enviara as crianças para a casa da avó. Há muito não os via. Pensava que logo mais seria a hora do almoço. De repente, uma aeronave rasga o céu, todos se preparam para os costumeiros estrondos dos bombardeios mas ....

Fez-se escuro seguido de inusitado clarão. O relógio marcava 11 horas e dois minutos. Nem houve chance de refazer-se do susto de Hiroshima. A bomba atirada em Nagasaki foi ainda maior: plutônio 239. Em segundos tudo veio abaixo: 90% dos prédios destruídos. Em seguida uma estranha chuva negra.

Paulo Nagai permaneceu três dias socorrendo as vítimas no hospital semidestruído. Só no quarto dia conseguiu retornar a sua casa. Tudo havia sido incendiado. Abaixou-se e, num balde, recolheu os ossos que restaram da esposa. Dias depois, na casa da avó, sua filha perguntava sobre a demora da mãe em levar o pijama novo que lhe prometera. Nagai morreu de leucemia sem ver os filhos crescerem.

Argumentos falaciosos justificam as guerras e sua continuidade. O general MacArthur, comandante das tropas aliadas do Pacífico, durante a segunda guerra, afirmou em 1960: "Não havia nenhuma necessidade militar de empregar a bomba atômica em 1945". Por sua vez, afirmou Eisenhower a um jornalista: “os japoneses estavam prontos para render-se e não era necessário atacá-los com essa coisa horrível",. Foi um comportamento bárbaro próprio da Idade média, disse o almirante William D. Leahy.

Os Estados Unidos seguiram com suas “guerras justas”. Em 1964 Lindon Johnson declarou que os vietnamitas haviam atacado navios estadunidenses no golfo de Tonkin. Após a carnificina de que tivemos notícia, seu ministro da defesa, Robert McNamara declarou que não houve o ataque em Tonkin.

Não havia sentimentos humanitários em defesa do Kwait quando o exército estadunidense atacou o Iraque. Após o fim da guerra, o exército continuou, por uma década, bombardeando os civis com fósforo branco matando milhares e milhares de crianças. Bush, com baixos percentuais de aprovação, atacou o Iraque sob o argumento da existência de armas de destruição em massa que, sabemos, nunca existiram. Como na invasão do Vietnã, republicanos e democratas se uniram em torno da guerra: subiu a cotação do presidente belicoso. Deus colocou o petróleo em lugar errado: sob as areias do Afeganistão, do Iraque.

O combate ao narcotráfico da Colômbia é outro argumento falacioso. Assim como no Afeganistão, a produção de drogas aumentou desde o ataque e a ocupação pelo exército estadunidense.

Agora o ministro da guerra declarou que o exército estadunidense está pronto para invadir o Irã para impedir a produção de armas atômicas. Único país a detonar bombas nucleares sobre alvos civis (Hiroshima e Nagasaki), detentor de 513 gigantescas ogivas nucleares, os Estados Unidos não se esquecem que é no oriente médio que se escondem os maiores poços de petróleo e outras riquezas. Para tentar superar a crise que eles próprios produziram, precisam vender aos exércitos aliados o excesso de armas produzidas ao longo desse século. Se não podem instalar uma base militar em ponto estratégico como o Irã, a saída é atacá-lo e ocupá-lo.

Pedindo PAZ, a Carta Mundial das Mulheres para a Humanidade percorreu o mundo, de São Paulo (8 de março) até Ouagandougou, capital de Burkina Fasso, na África (17 de outubro). Não há guerra justa. De 16 a 23 de agosto, a Marcha Mundial das Mulheres coordena um encontro de mulheres na Colômbia pela desmilitarização, pelo fim das injustiças, pela solidariedade. Afinal, nas guerras, são as mulheres que pagam o preço mais alto.

Iolanda Toshie Ide

08 agosto 2010

antes tarde do que nunca - exposição de minha mãe

Bem, demorou, mas minha mãe [Margot] está debutando junto com suas colegas numa exposição coletiva.
estaremos lá por volta das 18h,
sejam todos(as) bemvindos(as).
convite
abs
--                   walter@wetabax.com.br
--         Walter Tabacniks   Sao Paulo / BRASIL
--         23°32'6.94"S            46°38'25.74"W
--             http://www.wetabax.com.br

01 agosto 2010

Uma noite em 67


Sempre achei que a gente quando jovem é revolucionário e depois dos 50 anos a gente volta a virar conservador e caretão. O Festival de 67 de certa forma é prova disso, mas apenas o festival e não o seu documentário. Ou eu continuo sendo revolucionário demais no alto dos meus 50 e tantos, ou definitivamente estou ficando demasiado crítico.
Pois prá mim, a estética desse filme está mais para documentar um encontro evangélico do que a importância que foi o festival. Como podem perguntar os participantes deste evento: Como vc vê hoje o Caetano de 67? Ou a única grande polêmica que conseguiram descobrir, foi a briga dos "com guitarra" contra os "sem guitarra". Nada mais? Víamos definitivamente os músicos extremamente seguros, apesar do Gil achar que estava em pânico. Vemos os músicos flexíves para superar quaisquer limites que pudessem lhes impor, e o documentário fica querendo ouvir se o músico hojeoainda lembra da letra da música ora cantada??? E o único grande desvio foi um "pânico" no Gil, e alguns "gorós" do Chico??? Tá bom, devo propor ao invés de criticar? Proponho: queria ver uma mesa redonda com TODOS os participantes juntos fazendo reflexões sobre o próprio comportamento e dos outros, depois de terem ouvido os comentários individuais atuais. Queria ouvir perguntas sobre a sobriedade dos participantes durante o festival, o que rolava nos bastidores, como era a vida público/privada dos participantes, como era o antes/durante/depois do festival.
Enfim, filminho prá lá de careta, quadradão, praticamente inexistente. O que transparece mesmo foi o festival. Logo, não vi documentário nenhum. Vi um arquivo histórico. Nada mais.

04 julho 2010

Cidade Limpa x Telefonica


Centro de São Paulo, Av. Barão de Itapetininga, 31 de maio, 14h da tarde. Telefonica pode? Colocam um stand no meio da rua e duas moças uniformizadas de "Telefonettes" ficam distribuindo panfletos para os passantes. Adivinhe onde vão parar esses folhetos? ALÔ PREFEITURA? Telefonica pode??? por que??? Tem verba? Tem jabá? Fiscalização foi paga pra ir dormir??? Vamos ser honestos?
Posted by Picasa

As novas(*) cantoras da Matta, Cañas, CéU, Porto e Abreu

(*) = novas, porque são jovens.



Vanessa, Ana, Fernandas e como se chamará CéU?

vocês cantam divinamente, adoro ouvir seus CDs, mas reproduzem exatamente aquilo que ebule nas grandes metrópoles = absolutamente nada.
A música tão rica vocal e liricamente, tem letras despretenciosas, ingênuas e atemporais.
Pena, ou talvez devo dizer ainda bem?
Ou será que não ouvi direito?

18 junho 2010

Deolinda - Movimento Perpétuo Associativo


Pra não dizer que não falei de flores parte IV - A solução final...
...se houvesse dialética na canção de Vandré, este seria o resultado.
grupo português que reinventa o FADO, chuta o pau da barraca e escancara nossa motivação "roxa".

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço...
-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...

12 junho 2010

Lá ~ Lá sustenido, ou seja, A ~ A#


Chequei com meu afinador: as Vuvuzelas tocam algo entre Lá e Lá Sustenido. Por que sempre a primeira nota da escala? Porque o A (a nota do caos que gera a ordem, usada na afinação da orquestra)? e não o D (que é a nota da serenidade)?

09 junho 2010

nossas brigas


com nossas facas
br
gm
s
prdemos
lguns
pdaços
dói muit

08 junho 2010

HOJE, SÓ AMANHÃ...

Esse post sempre acaba voltando pra cima uma hora ou outra...

Não há ninguém mais humilde do que eu!

Minha mãe já incorporou essa nova frase, quando a chamamos para sair:

"Me inclua fora dessa" - ela adora falar isso pra gente...

Passava pelas profissionais da Rua Augusta, e uma disse à sua colega:
"agora ninguém mais sabe pra onde vai. Tá todo mundo indo..."

Tem, mas acabou.

Eu sei, mas não me lembro.
Vou te contar prá você.
Do que tem não falta nada.
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[contrib Gonçalo Mello] "Ninguém dá o que não tem"
"Igual a que nem que eu, não é não?" (dez.2007)
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[colegas do CEBB durante retiro budista em Camburi - Out/2007]
"Eu devo ser o cara mais ignorante que eu conheço"
"Não sei o que não posso saber"
"Só dói aquilo que provoca dor"
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[contribuição Ruth Albuquerque - março 2008]
"Eu acho que eu não sei"
+++++++++++
[mais uma contribuição sei lá de quem]
"tenho quase certeza que eu acho que pode ser verdade"
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Mais uma, de quebrar o queixo...
"-Faz pizza de 3 sabores? - Sim, faz. - Então, vê metade muzzarela, outra metade calabreza e a outra metade de palmito."
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Contribuição dos navegantes:
"Me liga prá mim"
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Anônimo (SS) enviou essa, um primor!
"Perai que não acabei de terminar."
[mais alguma...? clique em "coisas pra te dizer" abaixo e contribua]

04 junho 2010

GOZE!!!

Como dizia Lacan, o enunciado "goze!", em vez de libertar, reforça a culpa. Para evitar o empuxo dessa diretriz do "goze ao máximo sempre" é preciso repensar esse movimento que, no mundo atual, pede cada vez mais ação, envolvendo capitalização do signo. Aí se coloca o que Giorgio Agamben (filósofo italiano, 1942) tematiza como inoperatividade, encarnada na personagem de Bartleby, de Melville, para quem é "melhor não agir" para não repetir o sistema. Não se trata de preguiça ou inativismo, mas de mudança de postura diante das partilhas do social, dos modos de
distribuição do sensível.

Revista CULT - no. 144 p.57 A Mídia e o Gozo pelo Consumo.